Cartas a um jovem poeta
Rainer Maria Rilke
Rilke aconselha um jovem a não caçar respostas, mas a viver as perguntas. É talvez a formulação mais bonita, fora da clínica, do que uma análise propõe: habitar a dúvida até que ela amadureça.
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Um espaço de leitura
Nem tudo o que a clínica escuta cabe numa sessão. Alguns temas pedem escrita — tempo, retorno, releitura. Aqui, Daniela Risso, psicóloga e psicanalista em Moema, publica textos autorais sobre a psicanálise e a vida, e divide o que anda lendo e assistindo. Sem algoritmo decidindo o que chega até você.
Ensaios
Uma pequena confusão de nomes costuma aparecer logo no começo. O que cada palavra quer dizer, como saber se um profissional é sério — e por onde começar.
Ler ensaio Ensaio · VCansaço, insônia, irritação — e o trabalho que segue depois do expediente. Sobre o sofrimento no ambiente de trabalho e o momento em que alguma coisa começa a pesar.
Ler ensaio Ensaio · IVMaternidade, culpa e sofrimento psíquico. Um ensaio a partir de uma pesquisa iniciada em 2004 — e das perguntas que continuam chegando ao consultório mais de vinte anos depois.
Ler ensaio Ensaio · IIIO que nos constitui é também o que está entre nós. Um ensaio sobre vínculo, falta e os espaços — entre uma sessão e outra, entre uma palavra e outra — onde a vida acontece.
Ler ensaio Ensaio · IINum mundo que exige resultado imediato, a análise sustenta outro tempo — o tempo de cada pessoa, que não se apressa nem se encurta por decreto.
Ler ensaio Ensaio · IO que se diz sem palavras: silêncios, lapsos e o que fala no corpo. Um ensaio sobre a escuta que acolhe também aquilo que ainda não encontrou forma.
Ler ensaioLeituras
Uma curadoria breve, comentada — não resenhas. Livros que dialogam com o que se escuta na clínica: o luto, o tempo, o vínculo, o que não se diz.
Rainer Maria Rilke
Rilke aconselha um jovem a não caçar respostas, mas a viver as perguntas. É talvez a formulação mais bonita, fora da clínica, do que uma análise propõe: habitar a dúvida até que ela amadureça.
Joan Didion
Didion escreve sobre o ano seguinte à morte do marido com uma precisão que desarma. Sobre como o luto não é um evento, mas um tempo — e sobre as pequenas mágicas que a mente inventa para não perder quem se foi.
Sigmund Freud
Quase um século depois, segue atual: por que, cercados de conquistas, seguimos infelizes? Freud responde sem consolo fácil — e é exatamente por isso que vale a leitura. Um bom primeiro Freud para quem tem curiosidade.
Clarice Lispector
Lóri aprende, devagar, a estar pronta para o encontro — com o outro e consigo. Clarice escreve como quem escuta: nos intervalos, no quase, no que ainda não tem nome. Um romance sobre o tempo de se tornar.
Na tela
Histórias que fazem, à sua maneira, o trabalho da escuta: mostrar o que costuma ficar fora de cena. Sem spoilers — apenas o porquê de valerem o tempo.
Direção de Selton Mello e outros
Duas cadeiras, cinquenta minutos, e tudo o que cabe entre elas. A série brasileira acerta no essencial: o que transforma não é o conselho — é a escuta. Um retrato raro, e honesto, do espaço clínico.
Stephen Daldry
Três mulheres, três épocas, um mesmo dia — e o peso silencioso do que não se pôde dizer nem viver. Um filme sobre as vidas que corremos por dentro enquanto sustentamos a vida que aparece por fora.
Phoebe Waller-Bridge
A protagonista fala com a câmera para não falar consigo mesma. O humor, aqui, é defesa — até o momento em que deixa de funcionar. Uma das descrições mais precisas, e engraçadas, do que é fugir do próprio luto.
Atendimento
Consultório em Moema, São Paulo, e atendimento online no Brasil e no exterior.